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Era uma vez: um conto com muitas versões
Cinderela: Charles Perrault e os Irmãos Grimm
Você sabia que o conto popular Cinderela tem diferentes versões? Isso mesmo! Alguns autores recontaram essa história do seu jeito. Dentre vários escritores, Charles Perrault (1629-1703) e os irmãos Jacob Grimm (1785-1863) e Whilhem Grimm (1786-1859) tiveram suas versões famosas. Você, certamente, já leu uma delas ou quem sabe, as duas, ou talvez uma outra, mas se ainda não conhece, este é o momento!
1. Você já ouviu falar do conto Cinderela? O que você sabe dessa história? Escreva o que você conhece.
2. Leia o texto a seguir para conhecer ou revisitar a história de Cinderela na versão dos irmãos Grimm:
Texto 1: Cinderela (A gata borralheira)
Era uma vez, um homem rico que tinha uma esposa muito doente. Sua mulher, antes de morrer, pediu para conversar com sua única filha dizendo-lhe que, mesmo após sua morte, lhe protegeria.
Depois do falecimento de sua mãe, todos os dias a menina visitava seu túmulo coberto da mais branca neve de inverno. Mas, na primavera, quando o sol marcava presença, seu pai apresentou-lhe a nova esposa, sua madrasta, acompanhada de duas filhas. Suas irmãs só riam dela, tanto que irritavam-na jogando as lentilhas que ela havia separado nas cinzas da chaminé. Por estar sempre suja de borralho, cinzas da lareira, as irmãs a apelidaram de Gata Borralheira ou Cinderela.
Um dia, seu pai precisou viajar e perguntou a todas o que gostariam que lhes trouxesse de presente. As irmãs pediram lindas roupas, pérolas e pedras preciosas, enquanto a jovem apenas queria o primeiro galho de árvore no qual o chapéu de seu pai esbarrasse durante a viagem. E assim foi feito. As irmãs receberam o que pediram e ela, também, um galho de aveleira.
Rapidamente, Cinderela plantou esse galho ao lado do túmulo de sua mãe e o regava com suas lágrimas três vezes por dia. Desse galho, nasceu uma bela árvore de avelã, uma aveleira. Todos os dias, pousava sobre um dos troncos da árvore um passarinho branco que realizava todos os pedidos da jovem.
Aconteceram, no país, os preparativos para uma festa que duraria três dias. O príncipe decidiu convidar as mais belas moças porque queria conhecer alguém para se casar. As irmãs de Cinderela foram convidadas e, então, começaram a se preocupar com os trajes para essa ocasião.
Triste, Cinderela também queria ir a essa festa, sentou-se embaixo da árvore que um dia plantou e agitando-a, pedia chorando:
– Pequena árvore, sacuda, sacuda! Jogue ouro e prata sobre mim!
Então, o pássaro jogou-lhe uma túnica de ouro e prata, bem como sapatos de ouro. Ela colocou um lindo vestido às pressas e foi à festa. Chegando lá, ninguém a reconheceu. O príncipe dançou com ela a noite toda, admirado com tamanha beleza.
Cinderela decidiu ir embora. O príncipe quis acompanhá-la, mas ela partiu sozinha. Na saída, escorregou e perdeu seu sapatinho de ouro esquerdo.
No dia seguinte, o príncipe, ao encontrar esse sapato, quis saber a quem ele pertencia, pois ele se casaria com sua dona. Logo, as buscas para encontrar a jovem iniciaram-se. As irmãs de Cinderela esforçaram-se muito para que o sapatinho calçasse seus pés, chegando mesmo a machucá-los para servir. O príncipe percebeu que nenhuma das duas era a jovem que ele buscava.
Cheias de raiva, as irmãs viram o príncipe calçar Cinderela. O sapatinho de ouro serviu perfeitamente. Naquele momento, o príncipe soube que estava diante de sua noiva.
O príncipe e sua noiva casaram-se e foram viver na corte, enquanto as irmãs de Cinderela receberam a punição de nunca mais verem a felicidade da jovem, distanciando-se para sempre.
Adaptado de:
Grimm’s Fairy Tales http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/pp000021.pdf,
p.236- 246.
a) Depois da leitura, registre o que mais chamou sua atenção nessa versão do conto Cinderela dos irmãos Grimm (Texto 1).
b) Quem são as personagens desse conto? Descreva-as.
c) Reescreva um novo final para a história.
3. Leia o texto a seguir para conhecer ou revisitar a história de Cinderela na versão do escritor Charles
Perrault:
Texto 2: Cinderela
Era uma vez, um senhor viúvo que se casou novamente com uma mulher muito orgulhosa, a mais orgulhosa que já se viu, e que tinha duas filhas, muito parecidas com ela no temperamento.
Esse senhor tinha uma filha, porém, ao contrário das filhas da madrasta, ela era muito gentil e bondosa. O dia a dia dessa menina não era nada fácil, porque tanto a madrasta quanto as irmãs a maltratavam demais. Ela tinha que ficar no sótão, um lugar sujo e frio, enquanto as outras meninas ficaram com os melhores quartos da casa.
Ela fazia todos os trabalhos domésticos, mas nunca reclamou com o seu pai. Assim que terminava as tarefas, recolhia-se próximo à chaminé cheia de cinzas na tentativa de se aquecer, mesmo tendo que se deitar no chão. Seu apelido, Cinderela, foi dado por sua irmã mais nova. Esse nome em francês significa cheia de cinzas.
Um dia, o príncipe, filho do rei, decidiu realizar um baile e convidou as pessoas mais refinadas e elegantes. As irmãs de Cinderela foram convidas para o baile e então começaram a se preparar para ele, escolhendo roupas, sapatos e penteados.
Cinderela também queria ir a esse baile, mas não tinha os trajes certos. Triste, ela chorou.
Seu choro foi visto por sua madrinha, que era fada e tinha poderes mágicos. Vendo a tristeza da menina, a fada madrinha lhe perguntou:
– Você gostaria de ir ao baile?
– Sim, respondeu Cinderela soluçando.
– Vá então até o jardim e traga-me uma abóbora.
Cinderela obedeceu e pegou a mais bonita abóbora, mas sem entender como isso poderia ajudá-la a realizar seu sonho. Com uma varinha mágica, a fada transformou a abóbora em uma linda carruagem dourada. Em seguida, ela pediu que lhe trouxessem ratos vivos, que se tornaram seis cavalos. Mas era preciso, ainda, de um cocheiro para conduzir a carruagem. Então, Cinderela trouxe-lhe mais três ratos gordinhos que estavam na ratoeira. A fada escolheu o que tinha o maior bigode e, rapidamente, ele foi transformado em um cocheiro bigodudo.
Dando sequência às transformações, era a vez das vestimentas de Cinderela. Então, sua madrinha, com a varinha mágica, transformou suas roupas velhas e sujas em um lindo vestido de ouro e prata, com pedras preciosas. Cinderela ganhou da fada sapatinhos de cristal, os mais lindos do mundo.
Logo, Cinderela estava pronta para ir ao baile. No entanto, sua madrinha lhe advertiu:
- Não passe de meia-noite para voltar para casa, pois a mágica perderá o efeito!
Cinderela prometeu que voltaria antes de meia-noite.
Quando o príncipe viu Cinderela, logo quis dançar com ela e não teve mais olhos para nenhuma outra moça. Antes de meia-noite, Cinderela saiu correndo da festa por se lembrar da fala de sua fada madrinha. Na saída, deixou para trás um dos sapatos de cristal, o qual foi rapidamente pego pelo príncipe.
O príncipe passou vários dias tentando descobrir a quem pertencia o sapato perdido, pois queria casar-se com a dona dele. Então, com a posse do sapato, o filho do rei o levou para que fosse experimentado em várias princesas e duquesas, mas em vão. Até que um dia, chegou à casa de Cinderela. Suas irmãs fizeram o possível para que o pequeno sapato entrasse em seus pés.
O espanto foi quando Cinderela decidiu experimentá-lo e serviu-lhe perfeitamente. O segredo foi revelado: Cinderela era a dona daquele sapatinho de cristal e mostrou o outro pé do par dos sapatos que estava guardado em seu bolso. Em seguida, para ficar ainda mais bela, novamente, a fada madrinha transformou as roupas de Cinderela, deixando-a mais linda que todas as outras.
Depois que descobriram que Cinderela era a jovem mais linda do baile, de joelhos, suas irmãs lhe pediram perdão por todas as maldades. A jovem lhes perdoou.
Cinderela e o príncipe casaram-se e foram morar na corte. As irmãs de Cinderela foram levadas por ela para viverem lá e depois casaram-se também.
Adaptado de:
Contes [Document électronique] / Perrault ; [textes établis par Gilbert Rouger,...]
Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ga000020.pdf
p.67-70.
a) Depois da leitura, registre o que mais chamou sua atenção nessa versão do conto Cinderela de Charles Perrault. (Texto 2)
b) Quem são as personagens desse conto? Descreva-as.
c) Nas duas versões de Cinderela, a menina é maltratada e humilhada pelas irmãs e pela madrasta. O que você acha da atitude dessas personagens em relação à Cinderela?
d) Você teria o mesmo comportamento que Cinderela se estivesse nessa situação? O que você faria diferente?
e) No texto 2, versão de Perrault, ao final, Cinderela leva as irmãs para morar no castelo. Qual sua opinião sobre isso?
f) As duas versões não mencionam a morte do pai de Cinderela. Você acha que o pai, estando vivo, poderia ter feito algo para ajudar Cinderela? Explique.
4. Vamos comparar as duas versões de Cinderela. Escreva, no quadro a seguir, o que você encontrou de semelhanças e diferenças nas histórias lidas:
5. Qual das duas versões você mais gostou? Por quê?
6. Como Cinderela deixou o baile nas duas versões? Explique.
7. Releia os contos. Você acredita que os narradores tenham contado a maior parte das histórias em qual tempo?
( ) Presente
( ) Passado
( ) Futuro
Justifique sua resposta com um trecho de cada conto.
8. Informe, no quadro a seguir, palavras dos textos que indiquem:
Texto 1 – Conto dos irmãos Grimm
Texto 2 - Conto de Perrault
9. Agora, é sua vez de recontar a história de Cinderela! Notamos algumas diferenças e semelhanças entre as versões apresentadas. Baseado nos seus conhecimentos, nas leituras que realizou nessa atividade, nos filmes a que já assistiu e, também, nas histórias que você já leu, escreva como seria a sua versão de Cinderela.
10. Agora, volte ao seu texto e faça a revisão, utilizando a tabela a seguir. Reescreva, se necessário.

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