Atividade BNCC EF69LP34 - Texto expositivo - Gênero relatório - Descritor 1 - PDF e gabarito

Você vai ler um relatório, um texto que relata um conjunto de informações detalhadas sobre algum tema, alguma pesquisa, algum fato etc.

Qual seria a sua reação ao se deparar com um animal peçonhento, sendo que um animal peçonhento é aquele que tem glândulas de veneno?
Leia o relatório a seguir, publicado pela Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, e fique por dentro de informações a respeito de acidentes com animais. Exemplos de animais peçonhentos são: aranhas, escorpiões, abelhas e outros.

Acidentes de trabalho por animais peçonhentos entre trabalhadores do campo, floresta e águas, Brasil 2007 a 2017

Os acidentes causados por animais peçonhentos constituem importante causa de morbimortalidade em todo o mundo, principalmente entre a população do campo, floresta e águas, mas, apesar disso, são negligenciados como problema de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2009, incluiu este tipo de acidente na lista de Doenças Tropicais Negligenciadas, estimando que possam ocorrer anualmente no planeta 1,841 milhão de casos de envenenamento, resultando em 94 mil óbitos. No Brasil, os acidentes por animais peçonhentos são a segunda causa de envenenamento humano, ficando atrás apenas da intoxicação por uso de medicamentos.
Os acidentes por animais peçonhentos são muitas vezes acidentes de trabalho (AT) ocorridos com pessoas ocupadas em atividades econômicas relacionadas ao campo, floresta e águas, o que configura um dos grupos mais suscetíveis a este evento. As causas dos AT podem estar associadas a fatores como: diversidade zoológica ecológica locorregional, trabalho com proximidade com os meios naturais, altos índices pluviométricos, diferenças culturais (como a percepção do animal pela população), modificações antrópicas do meio ambiente, condições de trabalho precárias, dificuldade de atuação das equipes de vigilância em saúde do trabalhador onde estas atividades econômicas são desenvolvidas, e baixa escolaridade do trabalhador.
No Brasil, há uma heterogeneidade de habitat que favorece uma diversidade de espécies de animais peçonhentos, entre as quais as serpentes, os escorpiões e as aranhas possuem respectivamente maior relevância quanto aos AT. Os envenenamentos por serpentes representam aproximadamente 29 mil casos por ano, e uma média de 125 óbitos no país. Em relação aos escorpiões, durante o ano de 2013, foram registrados 69 036 casos, que resultaram em 80 óbitos. Destaca-se que 27 125 casos foram registrados por envenenamentos por aranhas, sendo que, destes, 36 evoluíram para óbito.
Deve-se levar em consideração que ainda não são sufi cientemente bem conhecidos os fatores que acarretam mudanças no padrão de crescimento e comportamento das populações de animais peçonhentos em um determinado meio, como os desequilíbrios ecológicos (ocasionados por desmatamentos, uso indiscriminado de agrotóxicos, praguicidas e outros produtos químicos, processos de urbanização) e as alterações climáticas. Tais fatores têm participação no incremento dos acidentes e, consequentemente, impacto para a saúde pública.
A vigilância epidemiológica dos AT por animais peçonhentos no Sistema Único de Saúde (SUS) é feita por meio de uma ficha de coleta de dados padronizada, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que contém um campo específico para identificação da relação com trabalho, o que é relevante para a gestão desse agravo.
A real magnitude dos AT com animais peçonhentos no país ainda não é conhecida devido à subnotificação, apesar de estudos mostrarem aumento destes registros. A análise dos AT causados por animais peçonhentos contribui fortemente para a Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat) como subsídio de políticas e ações de prevenção, controle e promoção da saúde em ambientes e processos de trabalho.
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BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Acidentes de trabalho por animais peçonhentos entre trabalhadores do campo, floresta e águas, Brasil 2007 a 2017. Março de 2019. Disponível em: <https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/marco/29/2018-059.pdf>. 

Agravo: problema, dano.
Heterogeneidade: variedade, multiplicidade.
Pluviométrico: referente à ocorrência de chuva.
Praguicida: substância para combater pragas.
Ecológico: referente à natureza.
Locorregional: determinado local, região específica.
Morbimortalidade: índice de mortes em decorrência de uma doença específica.
Negligenciado: tratado com descaso.
Óbito: morte.
Zoológico: referente aos animais.

1. A respeito das informações apresentadas no relatório, identifique:

a) o assunto descrito e avaliado.
b) a pessoa ou a comissão responsável por examinar, por descrever e por avaliar esse assunto.

2. Releia este parágrafo:

“Os acidentes causados por animais peçonhentos constituem importante causa de morbimortalidade em todo o mundo, principalmente entre a população do campo, floresta e águas, mas, apesar disso, são negligenciados como problema de saúde pública.”

a) Apesar de ser um problema grave, o texto informa que os acidentes causados por animais peçonhentos ainda são negligenciados como problema de saúde pública. O que isso significa? Explique sua resposta.

3. Sobre as causas dos acidentes de trabalho com animais peçonhentos, assinale as alternativas corretas.

( ) As diversidades zoológica e ecológica locorregional contribuem com a evidência desse tipo de acidente.
( ) A grande incidência de chuva é um fator positivo no controle desses acidentes.
( ) Condições precárias de trabalho também são responsáveis por esse tipo de ocorrência.

4. Sobre a existência de animais peçonhentos no Brasil, responda:

a) De que forma o habitat influencia na existência dessas espécies?
b) Que animais são os maiores responsáveis por acidentes de trabalho com animais peçonhentos em nosso país?

5. As informações e os dados apresentados ao longo do relatório são suficientes para considerar que a questão levantada é um problema em nosso país? Explique sua resposta.

6. Releia um fragmento de um infográfico.


Agora, reescreva a informação usando o gênero relatório.

relatório é um texto em que uma pessoa ou uma comissão encarregada de examinar algum assunto ou fato apresenta uma descrição e uma avaliação a esse respeito. Esse gênero é, geralmente, expositivo, mas alguns relatórios podem ser críticos, apresentando até argumentos e considerações particulares. A linguagem de um relatório é formal, com o uso da norma culta e, dependendo do assunto relatado, termos científicos e próprios de uma área são utilizados.
  • Leia o relatório buscando compreender, de forma global, o conteúdo apresentado.
  • Localize as informações e os dados principais sobre o assunto e diferencie-os das informações complementares.

7. De acordo com o texto, os acidentes causados por animais peçonhentos atingem principalmente a população:
(A) da cidade, do campo e das periferias.
(B) da zona urbana, da zona rural e das águas.
(C) do campo, da floresta e das águas.
(D) das florestas, dos rios e dos mares.

8. No relatório sobre os acidentes de trabalho provocados por animais peçonhentos aparecem algumas siglas. Duas dessas siglas são OMS e AT. Elas são reduções dos nomes:
(A) Organização Mundial da Saudade e assuntos atualizados.
(B) Organização Mundial da Saúde e acidentes de trabalho.
(C) Organização Monitorada da Saúde e acidentes de trabalho.
(D) Organização Mundial da Saúde e acidentes de trajeto.

9. Entre os fatores que causam os acidentes de trabalho por animais peçonhentos, estão:
(A) a diversidade zoológica e o pouco índice de chuva.
(B) a diversidade biológica e a falta de informação a esse respeito.
(C) a atuação das equipes de vigilância e o descaso do trabalhador.
(D) as péssimas condições de trabalho e a diversidade ecológica.

10. De acordo com o texto, a vigilância epidemiológica dos acidentes de trabalho por animais peçonhentos é feita por meio de uma ficha de coleta de dados padronizada:
(A) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
(B) pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
(C) pela Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat).
(D) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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