Leia um trecho da crônica “A perfeição não existe” e responda às questões.
Os trinta anos da conquista da Copa do Mundo de 70 estão sendo muito comemorados. Recentemente, sentei-me diante da TV para assistir, na íntegra, aos jogos daquela seleção. Com ansiedade, orgulho e saudade, tentei ver as partidas com o olhar crítico de um comentarista e sem a emoção daquele momento.
Queria entender a magia daquele time, idolatrado desde a conquista do título. Sei que foi a primeira Copa transmitida ao vivo pela TV, que o Brasil ganhou todas as partidas, que goleou a Itália na final por 4 a 1 e que havia um grito contido no povo, por causa da ditadura, mas existe um encanto ou uma admiração por aquela equipe que ultrapassa meu entendimento.
Naquela época, a marcação individual e a velocidade eram infinitamente menores que hoje.
Parreira disse, numa entrevista à revista Placar, que ver hoje a seleção de 70 atuar é um exercício de paciência por causa da lentidão. O treinador (na época, observador e auxiliar da preparação física) é um apaixonado pela marcação, pela velocidade e pelo futebol moderno. [...]
TOSTÃO. A perfeição não existe. São Paulo: Três Estrelas, 2012. p. 28.
1. Qual o objetivo de Tostão ao rever os jogos da seleção?
2. Que diferença Tostão reconhece que existe entre a seleção de 1970 e os times da atualidade?
3. Na crônica, Tostão descreve a fala de Parreira usando uma metáfora. Copie a frase com essa metáfora e explique-a.
4. Identifique, no terceiro parágrafo, a hipérbole que caracteriza Parreira. Explique-a.

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