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Leia a seguir um trecho do conto “A escuridão”, de André Carneiro. Nesse conto, as luzes que iluminavam o mundo vão se apagando uma após a outra. Até o Sol vai se “apagar” em certo momento do conto. Wladas, a personagem principal, trava um diálogo com um de seus vizinhos em meio à escuridão:
Tinha uma irmã casada morando a três quarteirões de distância. A necessidade de comunicar-se com alguém fê-lo decidir-se a ir até lá, ajudá-los no que fosse possível. Colocou a lanterna elétrica no bolso, embora de nada mais valesse. Fechou a porta do apartamento e na escuridão do corredor foi andando em direção à escada, apoiando-se na parede. Abriu-se uma porta ao lado, uma voz ansiosa de homem perguntou: “Quem está aí?”. “Sou eu, Wladas, do apartamento 312”, respondeu. Sabia quem era, um senhor grisalho, com mulher e dois filhos. “Por favor”, pediu, “diga a minha mulher que a escuridão vai passar, ela está chorando desde ontem, as crianças com medo”. Wladas aproximou-se, devagar. A mulher parecia estar ao lado do marido, a soluçar baixinho. Procurou sorrir, embora não o vissem: “Fique tranquila, minha senhora, é só a escuridão mas ainda se vê o sol, lá fora. Não há perigo, vai passar logo”. “Você está ouvindo”, o homem secundou, “é só a escuridão, ninguém vai sofrer nada, você precisa se acalmar por causa das crianças”.
CARNEIRO, André. A escuridão. In: CAUSO, Roberto de Sousa (org.). As melhores novelas brasileiras de ficção científica. São Paulo: Devir, 2011. p. 53.
1. Que sentimento você identifica nas personagens nesse trecho? O que leva você a reconhecer esse sentimento?
2. Quais são os verbos de dizer usados nesse trecho?
3. Reescreva o texto substituindo esses verbos de dizer por outros, articulando-os com advérbios para dar mais dramaticidade às falas. Releia o texto com suas substituições. Você conseguiu tornar o trecho ainda mais tenso?

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