Esta proposta reúne poemas de Luís Vaz de Camões e Castro Alves para explorar diferentes figuras de linguagem — metáfora, comparação, metonímia, antítese, paradoxo, personificação, hipérbole e eufemismo. A atividade combina leitura, interpretação, múltipla escolha e tarefas criativas, favorecendo tanto a compreensão do texto poético quanto a análise estilística.
PÚBLICO ALVO
Indicada para turmas do Ensino Médio, a proposta contribui para o desenvolvimento da interpretação literária e da análise de recursos expressivos, competências essenciais em vestibulares e no ENEM.
CARÁTER ATEMPORAL
Trata-se de uma atividade atemporal, podendo ser trabalhada em qualquer época do ano, seja como introdução ao estudo das figuras de linguagem, como retomada para revisão, apresentação em sala ou aprofundamento em análises literárias.
GABARITO
1. Porque há uma identificação direta entre amor e fogo (não há uso de conectivo comparativo, mas sim metáfora).
2. Exemplo de resposta:
O amor é como fogo que arde sem se ver.
O amor é como fogo que arde sem se ver.
3. Alternativa correta:
C) A perda de liberdade diante do encanto.
C) A perda de liberdade diante do encanto.
4. Alternativa correta:
B) Simbolizar a armadilha que aprisiona o eu lírico pelo fascínio amoroso.
B) Simbolizar a armadilha que aprisiona o eu lírico pelo fascínio amoroso.
5. Exemplo de resposta:
O exemplo de metonímia está no “laço de fita”, que aparece no poema para representar a própria mulher. O adorno funciona como uma substituição simbólica: em vez de mencionar diretamente a moça, o poeta destaca o objeto que a caracteriza, ressaltando o poder de sedução e de aprisionamento que ela exerce sobre o eu lírico.
O exemplo de metonímia está no “laço de fita”, que aparece no poema para representar a própria mulher. O adorno funciona como uma substituição simbólica: em vez de mencionar diretamente a moça, o poeta destaca o objeto que a caracteriza, ressaltando o poder de sedução e de aprisionamento que ela exerce sobre o eu lírico.
6. Alternativa correta:
A) O cabelo negro representa a beleza e o mistério da moça.
A) O cabelo negro representa a beleza e o mistério da moça.
7. Exemplo de resposta:
A oposição de ideias aparece no contraste entre dar tudo × nada restar (“dei mais a vida e alma por querê-los, / donde já me não fica mais de resto”) e também em dar tudo × ainda dever (“quanto mais vos pago, mais vos devo”).
Essa antítese mostra que o amor do eu lírico é absoluto e intenso, pois ele se entrega por completo à amada, a ponto de se esvaziar de si mesmo, e ainda assim sente que sua entrega nunca é suficiente.
8. Exemplo de resposta:
O paradoxo sugere que o amor do eu lírico é infinito e impossível de ser quitado: quanto mais ele entrega de si — vida, alma, esperança —, mais cresce a sensação de dívida. Isso revela a intensidade e a desmedida do amor, que não pode ser medido como uma troca justa, mas vivido como entrega sem limites.
É paradoxo porque o verso reúne duas ideias contraditórias:
“quanto mais vos pago, mais vos devo”.
Pagar significa quitar uma dívida.
Dever significa ainda não ter quitado.
As duas ações se anulam logicamente — se a pessoa paga, não deveria dever; mas no poema, quanto mais paga, mais deve.
9. Alternativa correta:
D) A ideia de que, ao doar tudo o que possui, o eu lírico encontra felicidade justamente no sacrifício.
A antítese está no contraste entre sacrifício (abrir mão de tudo, entregar vida, alma e esperança) e recompensa (sentir felicidade e bem-aventurança nessa entrega). Essa contradição evidencia a intensidade do amor no soneto de Camões.
10. Exemplos possíveis de antítese criados pelo aluno:
“Ao me esvaziar de mim, encontrei-me inteiro em você.”
“Entrego tudo e, sem nada, sinto-me completo.”
“Perdendo-me no amor, ganho minha verdadeira essência.”
“Quanto mais sofro, mais feliz me torno em te amar.”
As respostas podem variar bastante, já que se trata de uma proposta criativa. O essencial é que o aluno use a estrutura de oposição de ideias (perda × ganho, vazio × plenitude, dor × alegria), mantendo o espírito da antítese presente no soneto de Camões.
11. Exemplos de personificação:
“A floresta rugindo as comas curva...”
→ floresta como se rugisse.
→ floresta como se rugisse.
“O estampido estupendo das queimadas se enrola... galopando no ar”
→ o som como se tivesse movimento próprio.
12. Resposta pessoal e criativa (exemplo possível):
“se não incendiar meu peito só em vê-los”.
“se não incendiar meu peito só em vê-los”.
13. Respostas pessoais e criativas (exemplos possíveis):
“que adormeceu para sempre”
“que seguiu para a eternidade”
14.
Metáfora:
“Amor é fogo que arde sem se ver” (Camões).
“Amor é fogo que arde sem se ver” (Camões).
Comparação:
“Meu ser... qual pássaro bravo” (Castro Alves).
Metonímia:
“O laço de fita” no lugar da própria mulher, simbolizando seu poder de atração (Castro Alves)
“O laço de fita” no lugar da própria mulher, simbolizando seu poder de atração (Castro Alves)
Antítese:
“Dei mais a vida e alma por querê-los, / donde já me não fica mais de resto” (Camões) – dar tudo × nada restar
Paradoxo:
“quanto mais vos pago, mais vos devo” (Camões).
Personificação:
“A floresta rugindo as comas curva” (Castro Alves).
Hipérbole:
“se não perder a vista só em vê-los” (Camões).
Eufemismo:
“Alma minha gentil, que te partiste” (Camões).
“Alma minha gentil, que te partiste” (Camões).
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